É, faz tempo que não ‘desabafo’ por aqui.
Acabei de assistir aqueles filmes que te arrancam litros de lágrimas. Que te fazem sentir a dor mais profunda de um amor que você nem tem ou nem viveu ainda.
Aquele filme lindo e emocionante. Aquele filme de ‘mulherzinha’ risos…
Esse filme me fez pensar uma coisa. Uma coisa sobre eu mesma: eu sou uma mulherzinha. Uau capitã óbvia. Mas não é o fato de ser mulher em si, do gênero, é o fato de ser frágil, sentimental, boba, etc.
E não é no sentido pejorativo da palavra (lê-se mulherzinha com menosprezo), é no sentido de pequena mesmo, de ‘pegar no colo’.
Acho que já escrevi sobre a fortaleza de proteção do meu incrível ser (sim, naquele tom de deboche). Que na verdade é só um lençol pendurado, que pode cair a qualquer puxão.
Não, não sou fraca, não sou de cristal, aguento o ‘tranco’ (olha aí, o lençol). Mas tenho meus momentos de fragilidade, e geralmente eles aparecem nesses filmes água com muito açúcar ou músicas românticas para pessoas na fossa.
O ponto é: normalmente sou fora do padrão e isso me orgulha. Porém eu tenho mesmo esse lado - que as vezes abomino - o lado mulherzinha.
Mulherzinha: chorar em um filme, porque você gostaria sim que alguém fizesse inúmeras cartas de amor lembrando diversos detalhes do que vocês viveram juntos; alguém cantasse pra você uma canção que traduzisse o que sente; etc…
O manual diz que não podemos demonstrar esse lado frágil, que nos expõe, que nos coloca em perigo.
Não, eu nunca gostei de seguir o padrão, o manual, as regras, caso seja necessário no meu ponto de vista. E por isso está aí, pra quem quiser ver.
(TPM eu te odeio do fundo da alma)